Depressoes e ironias

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Geralt of Rivia e a fobia social

Olá, povo. Gosto muito de traçar paralelos entre filmes, jogos e livros (caso eu termine de ler um inteiro) que tenho contato com doenças que aflingem os depressivos e doenças "semelhantes". E uma coisa que pega muitos depressivos é a fobia social, a qual, me sinto "honrado" em carregá-la nas entranhas de meu ser :).

Um personagem que notei que seria um forte candidato a fobia social é Geralt of Rivia. Um personagem de uma série de livros (não se preocupem, esses não estão na lista dos que tive contatos e menos ainda dos que terminei de ler :P), uma série chamada Wiedzmin, assisti toda e gostei demais.

Depois da série, veio o jogo de computador, são dois e estou no primeiro ainda mas para não mudar a tradição (já que vi a trilogia Senhor dos anéis começando do terceiro sem entender nada, depois o segundo entendendo menos ainda e logo depois o primeiro e finalmente sacando quase tudo pois tive que ver o segundo e depois o terceiro para entender direito), eu conheci a saga Witcher através do jogo, depois a série e quem sabe, num futuro remoto, já que pretendo terminar de ler Harry Potter antes (estou parado no primeiro parágrafo do primeiro livro), então acho que vai demorar um bocadinho :).

Resumão bacana: Geralt é um witcher, algo como um alquimista guerreiro, ele não é humano, anão, elfo, troll nem nada disso, é um witcher. Ele não nasce assim, é feito assim e até onde sei, somente humanos viram witcher's (sei lá como que é o plural disso!!!!).

As regras: não interagir com o mundo dos humanos e nem de outras criaturas vivas que possuem consciencia (elfo, anão, humano e por aí vai). Proteger a raça humana dos monstros. Sempre respeitar os seus anciãos (ou seria anciões? :S(ou seria seriam anciãos (anciões)?)). Enfim, há toda um conjunto de leis que eles devem obedecer.

Passam por um processo onde deve haver isolamento de todo e qualquer ser consciente, exceto os witcher's (um dia aprendo o plural disto!), isso desde criança até a fase adulta.

Resumão do resumão: sem contatos sociais de qualidade, já que muitas vezes, com os treinos, algum deles sai ferido ou até morto.

Agora o paralelo: imagine um cara que só tem contato com pessoas na escola/faculdade.

Claro, sai ingênuo, desconfiado ou com confiança demais nas pessoas e muitas vezes até sem saber como reagir. Geralt sai de seu treinamento com o objetivo de proteger as pessoas e na sua ingenuidade, achando que só há pessoas boas e bacanas. Mas ele lida com preconceito, já que por ser um witcher ele deixa de ser considerado um ser humano, lida com a crueldade das pessoas para com as outras e com outras criaturas que são capazes de dialogar de igual para igual com os humanos, como os elfos e os anões. Preconceito também contra as bruxas que na série me lembra mais as Wiccanas do que as bruxas que normalmente são retratadas em filmes, algo que gostei bastante já que tenho bastante simpatia pelas Wiccanas.

Ele inclusive passa pela fase clássica que todo depressivo com fobia social passa, a de se questionar se todas as pessoas são ruins. Ele deixa claro numa fase mais melancólica em que ele fala com um amigo dele que é bardo "Nós temos que proteger os humanos dos monstros, mas ninguém me disse que os humanos também são". Nós que temos depressão e fobia social passamos por essa fase mais cedo ou mais tarde e é muito difícil.

Geralt se identifica com os que sofrem preconceito, assim como muitos de nós, que acabamos sendo unidos pela dor que sentimos para nos fortalecer. Ele se alia a elfos, tem um grande amigo anão, se alia às bruxas e o bardo, que se considera um artista onde seu trabalho só tem valor se tiver teor pornográfico e se sente desvalorizado, se torna seu maior amigo.

Todos eles com sua dor, dificuldade. Mas dores e dificuldades em diferentes níveis e de formas diferentes, assim como os bipolares, borders, esquizofrênicos. Se nós fossemos o Geralt então bipolares, borders e esquizofrênicos seriam os elfos, anões, wiccans e bardos.

Geralt consegue se adaptar a um mundo hostil no qual ele não foi preparado para lidar, mas como? Se expondo, indo atrás de contratos com as mais diversas pessoas, conhecendo todo tipo de gente. Se pararmos para pensar, essa é a forma de melhorarmos da fobia.

Quando temos fobia social temos que nos expor, deixar o mundo nos conhecer e conhecer o mundo. Haverá a sensação de que o mundo é um lugar cruel, ruim e estressante, mas não se preocupem, depois vocês terão a certeza de que é isso mesmo :P. Mas sempre terá pessoas bacanas, preocupadas com as outras. É como o ouro, você não encontra assim tão fácil, demora a achar. E quando acha vale a pena o trabalho.

E pra melhorar da fobia só exposição mesmo, se é medo de baratas, tenha mais contato com elas, se é de fogo, se atreva a chegar perto, se é de água, dê um mergulho, se é de morrer, seja ameaçado de morte aqui e acolá! Temos que aprender que a fobia é nada menos do que um medo irracional.

Não há remedios, até onde sei para curar.

Uma coisa que usei hoje e talvez ajude vocês que tenham fobia social, estive num hospital para acompanhar uma pessoa. tinha cerca de 30 pessoas perto (acertou quem apostou que era hospital público :)), a três anos atrás eu teria pire-paque e ficaria paralisado que nem o Chaves mas hoje não. Permaneci tranquilo mas fiz o seguinte. Das 30, só conhecia uma, tinha a recepcionista que eu tinha que lidar com, então somando dá duas. Aqui e acolá uma senhora idosa e um senhor idoso também falavam comigo, mais dois. Total 4. Das 30, precisei interagir com 4. Então os 26 que sobraram deixaram de existir em minha mente, isolei eles de meus pensamentos. Encarei eles como meros coadjuvantes do que estava acontecendo lá dentro e assim pude andar na sala e falar sem problemas.

Isso é fácil? Bom, é como física quantica avançada. Depois que você aprende é molezinha!!!!!!! Mas antes disso é difícil, e há muitas outrs coisas para se aprender. Mas nada de desanimar, difícil é, mas é recompensador quando vemos o quanto melhoramos. Temos muitos recursos, mas precisamos aprender eles e saber como usar.

No final das contas, depois do esforço necessário, temos nossa recompensa. Nossa melhora mesmo que parcial.

E o Geralt? Bem, ele tem um final tranquilo no seriado, afinal de contas, dentro de um assassino que mata qualquer matador profissional sem esforço há sempre um homem sensível que quer amar e ser amado :) S2

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Elephant by Gus Van Sat e a depressão

Antes de qualquer coisa:

http://www.youtube.com/watch?v=htlsOf3PnGY

Esse é um filme chamado Elefante. Trata sobre algo que passamos no passado, uns passam no presente e infelizmente alguns de nós passarão no futuro, o bullying!

Em verdade recomendaria o filme mais para quem pratica bullying mas como dificilmente alguém assim iria ler a sério este blog, fica aí a dica.

Não há um personagem principal, digamos assim, o personagem principal seria um certo dia numa escola. E como toda escola de ensino médio, acontece bullying só que nesse dia em especial, algumas pessoas resolvem tomar certas medidas contra.

Para quem já sofreu bullying não há nada de muito novo, mas quem não conhece o assunto e/ou nunca viveu isto, é um filme interessante para se aprender sobre. Mostra desde os que sofrem e nada fazem até os que sofrem e fazem algo contra e mostra o quanto podemos ser injustos ao agirmos e isso não acontece somente em situações quem envolvem maos tratos, envolvem muitas outras situações de nossa vida.

Espero que vejam o filme, que gostem e possam aprender algumas coisas com ele. E para quem já passou por isso na pele, é sempre bom ver como outras pessoas reagem e pensarmos se podemos reagir de forma mais positiva para nós e as outras pessoas como um todo. Fiquem bem, abraços :)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Convivendo com as pessoas

Bom dia, pessoal, espero que esteja tudo bem com vocês. Bom, muita gente sabe que depressão não vem sozinha, vem também muitas outros problemas e muitos de cunho social. Fobia social é algo bem comum e eu também tenho, é difícil viver com isso, mas não é impossível.

Acho que a melhor forma de tentar driblar isso é saber com quem a gente convive, aliás, com que tipo de gente, porque aí já deixa as coisas mais simples. Levando em conta que você não é um ermitão preso numa ilha ou numa caverna isolada na Ásia, você vive perto de muita gente e como é gente demais, é coisa demais para lidar.

Depois que passei a me desligar mais do isolamento que era antigamente, aprendi a entender melhor as pessoas. Coisas básicas para quem teve uma vida "normal" nem sempre é para quem viveu afastado de muitas coisas. Coisas como o ambiente define que tipo de pessoas iremos encontrar lá. Não dá para esperar que a gente veja um monte de puta no congresso nacional, no senado e por aí vai. Não mesmo, lá só ficam os filhos delas e eles são crescidinhos demais para que a mamãe deles fique sempre perto. Também não dá pra esperar o Eike Batista se esbofeteando com um monte de gente numa loja de R$1,99 (essas porras ainda existem?).

Até agora falei somente o óbvio, mas dá para mudar isso para outras realidades. Em bibliotecas e livrarias geralmente se encontra gente que gosta de ler. Se você é desse tipo, é um lugar bacana para se conhecer pessoas, por exemplo. E é de se esperar que essas pessoas, pelo menos boa parte, tenha uma mente aberta para novas idéias. Se você vai para uma ópera, não espere encontrar o Michel Teló por lá. São coisas tão básicas que as vezes nem prestamos atenção, mas claro que tem excessões. Nada impede de o Michel Teló crie vergonha na cara e resolva melhorar suas músicas, ne?

E acho que de início a forma mais fácil de se lidar com pessoas é assim, pegando as poucas informações que você encontra soltas. Não é para discriminar, tratar bem ou mal ou criticar. É apenas facilitar a aproximação.

Acho que a aproximação é o que é mais difícil, aliás, é de longe o mais difícil. Eu tenho uma ultra-dificuldade com isto. E imagino que algumas pessoas que lerem isto também o tenha. Mas depois que se aproxima e se cria um vínculo já é mais fácil, apesar de ainda ser uma coisa complicada. Temos que saber dosar nossas palavras quando estamos em crise, é um aprendizado constante.

Acho que dosar é a palavra-chave para nós. Ver se vamos exagerar na dose. Apegar demais ou de menos. Agressivo demais ou de menos. Ser legal demais ou de menos. Apesar de podermos "classificar" as pessoas por tipo, isso não vai muito longe do contato inicial não. Dá para encontrar cara metidinho a nerd muito burrão, mulheres linda e gostosas super inteligentes e cabeça feita, gente mais velha que não sabe cuidar de nada, pessoas muito jovens e muito sábias.

Já vi caras com a maior pinta de nerd e que tinha uma cabecinha de merda. Já vi moças muito gatonas e que eram muito inteligentes e com uma conversa boa. Por que esses exemplos? Simplesmente porque as pessoas se prendem muito ao que vê de início e deixa esssa primeira impressão ser a única. Dar chance às pessoas é também dar chance a nós pois precisamos de outras pessoas e saber como estar junto a elas em paz (ou não) ajuda muito a gente.

A gente apenas perde com o isolamento. Não precisamos ser os mais populares, apenas precisamos aprender a estar perto de outras pessoas.

Outra coisa que ajuda bastante é sair para comer fora, apenas isso. Todo mundo faz, não é difícil e não parecerá ridículo ao estar numa lanchonete comendo sozinho. É até bom as vezes para ver como as pessoas reagem a certas coisas. Aprender com os erros e acerto dos outros, sabe? Mas o que escrevi não é nada perto do esforço que cada um de nós pode fazer. Sei que é muito difícil muitas vezes mas dá para facilitar.

Eu sou bem estilo nerd mesmo, gosto de quadrinhos, filmes, video game, tecnologia. O lugar ideal para me ajudar a me socializar são lugares que tem coisas como essas. E isso ajuda bastante, dá mais confiança, nos ensina a lidar com muita coisa. Muitas vezes só depende unica e exclusivamente da gente, se ficarmos só esperando, o mundo não irá parar de girar para esperar por nós. Espero que fiquem bem, abraços!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sucker punch e você. Algumas coisas a ver!

Olá povo, bem, acabei de ver um filme chamado Sucker punch. Bem, é um filme beeeeeem estranho mesmo!

Bom, o que um filme de uma moça que está num hospício injustamente e que imagina estar num puteiro-prisão de luxo e que dentro dessa imaginação se imagina matando samurais de 5 metros de altura, zumbis nazistas movidos a vapor e robôs ultra-avançados tem a ver conosco? Sério que ninguém notou nenhuma semelhança? Pensei que vocês fossem mais atentos :P.

Em um ultra resumo é um filme sobre uma garota que usa e abusa da imaginação para tornar a sua vida mais aceitável. Mas e não é isso o que fazemos só que em grau diferente? Para fugir da realidade do hospício ela imagina as ações dela como coisas feitas para um bem maior e sempre cenas relacionadas, digamos assim, e dentro dessa realidade alternativa ela cria uma outra pra tornar a fantasia mais agradável se tornando assim uma espécia de heroína.

Estranho, não? Mas é o que notei e vi só uma vez, talvez tenha muita coisa que eu tenha deixado de notar mas como o post não é sobre o filme, acho que isso está aceitável. Muitas vezes tentamos nos enganar, não digo fantasiar como ela, mas nos enganando não aceitando certos fatos. Como por exemplo o namorado que a garota sabe que é safado mas continua por se enganar que um dia ele se ajeitará. Ou a mãe que dá dinheiro ao filho imaginando que um dia ele largará as drogas. Ou um cara que se ilude achando que seu amigo jamais fará algo para o seu mal.

Essas pessoas estão fantasiando, imaginando realidades que não existem. E assim como o homem misterioso que aparecia sempre para dar conselhos em cada fantasia que a protagonista fantasiava, existe nossa consciência, só que preferimos o mais confortável, a auto-enganação.

No filme, no final mais exatamente tem uma fala que diz que somente nós podemos nos livrar desses monstros que nós criamos, ou seja, somente a garota pode se convencer de que o namorado não vale nada, assim vale para os outros exemplos. Conselhos e gente tentando abrir os olhos sempre terá, mas será que queremos abrir eles? Eles não servirão para nada se não prestarmos atenção.

E nós? Estamos nos iludindo por baixo de uma realidade bonitinha ou estamos realmente tomando oconsciencia do que vemos e fazermos? Abraços

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Se expressar durante as crises

Olá pessoal, como estão? Espero que bem. Bom, hoje gostaria de falar sobre algo muito complicado para quem tem depressão e para quem convive com gente que tem. A hora das crises. É a hora que as angústias, amarguras, raivas, decepçoes e etc, etc, etc vem tudo à tona sendo um momento bem complicado para nos expressarmos sem por tudo isso pra fora.

Eu errei nesse aspecto bem recentemente no meu último post, escrevi durante uma crise. Nessas horas se deixarmos a razão dá lugar as emoções e como é uma hora de crise, as emoções são muitas vezes negativas. Daí além de botarmos o que sentimos pra fora, nos magoamos e magoamos a outros e muitas vezes de forma desnecessária e gratuita mesmo.

Pelo menos eu tento me exigir o seguinte: quando estou em crise evito falar coisas que podem não ser necessárias, ainda mais se forem muito rígidas ou tomar certas atitudes. Eu consigo? Muitas vezes não e me arrependo quando tenho consciência do erro. Nem sempre é possível corrigir o erro mas temos que aprender a não fazer isso uma constante.

Por que evitar? Simples, ninguém suporta ser magoado ou atacado constantemente, ainda mais se for de forma injusta. Tem gente sim que merece umas porradas aqui e acolá, mas muitas vezes a própria vida trata de ensinar essas lições e se não estamos bem com a nossa razão, não nos cabe nesta hora decidir algo como isso. Fácil falar, difícil é realmente aprender esta lição!


Naquele dia estava em crise e ainda estou, mas melhorando, felizmente, por isso nem reescrevi nada e nem pesquisei sobre assuntos que os leitores daqui me pediram, estou me concentrando em minhas obrigações, mais exatamente para não falhar com elas.

Mas como falei, é algo que tenho treinado para não repetir mas ainda tenho falhado, espero que vocês possam ver através de meu erro se vocês tem falhado com isso também. Precisamos pensar seriamente a respeito e evitar agressões gratuitas. Fiquem bem.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pedidos de desculpas

Oi pessoal, vim pedir desculpas mas não aos leitores deste blog e sim para pessoas atingidas pelos meus comentários que foram bem ácidos, alguns bem desnecessários. Confesso, sim, que teve horas direcionei a alguma pessoa e o fiz muito erroneamente.

Não preciso dizer nenhum nome aqui, não irei expor nomes, mas tenho certeza que os que se sentiram ofendidos lá, reconheceram o ataque.

Desde sempre quis manter esse blog o menos pessoal possível, ontem falhei em fazer isso. Agi não estimulado pela depressão e sim pela emoção, mais exatamente a raiva e o rancor. Defeitos meus, já foram piores mas tenho tentado melhorar e pelo que vi ainda preciso melhorar bastante. Pedirei desculpas individualmente as pessoas envolvidas, mas aqui fica o pedido de desculpas geral.

Muito do que falei é errado e desvirtuei. Peço desculpas a todos. Em breve escreverei mais sobre, mas de forma mais sensata.

domingo, 13 de maio de 2012

Como acreditar em outros?

Oi pessoal, estou começando este post novo não apenas com o intuito de aconselhar ou tentar orientar (sim, sempre tentando até porque nunca saberei de tudo sobre tudo), mas também de tentar entender certas coisas.  Estive pensando um pouco (mentira, foram muitas horas) sobre como amor, amizade e companheirismo são coisas tão estranhas, pelo menos para minha concepção.

Para quem vê Big Bang Theory, às vezes me sinto meio Sheldom Cooper e às vezes meio Leonard. Ou penso com certo desdém certas convenções das pessoas ou tento me adaptar mesmo que eu não entenda nada do que tenho que fazer.

Tem coisas que não entendo, como por exemplo uma pessoa que diz que podemos sempre contar com ela sendo que quando realmente precisamos ela vira as costas ou até mesmo quando precisamos apenas de uma companhia para conversar cara a cara ela diz simplesmente que não pode, sem grandes explicações convenientes.

Ou até mesmo quando somos pequenos (crianças) e a pessoa que mais tem obrigação de nos defender é a que mais nos ofende ou nos ataca. E nos deixa marca para o resto de nossas vidas e sequer tem a decencia de assumir que o fez.

Ou quando uma pessoa que afirma nos amar exigir coisas que não são da gente. Ou mesmo dizendo que nos adora, tem muito carinho pela gente mas nos evita como se fôssemos desprezíveis do ponto de vista dela.

Cada coisa que falei não foi sobre uma pessoa em específico, foram várias pessoas. Em minha vida mesmo. Isso é complicado, diria que a cada tempo que se passa aprendo que nesse mundo eu dependo unico e exclusivamente de mim, como se ninguém estivesse disposto a tentar entender, aceitar ou até mesmo a ajudar. E cada dia me convenço mais e mais que isso é a mais pura verdade.

Já tive muitos problemas com relação a minha memória que foi prejudicada por muito tempo de tratamento e por muitos anos à toa sem estudar. Fiquei quase 10 anos sem estudar realmente, sai dessa fase mas a memória ruim ou a capacidade de me concentrar ainda ficam. Como explicar isso para alguém? Já que muitos sequer se interessam em entender?

Como explicar que não entendo certas convenções sociais apenas pelo simples fato que passei 50% de minha vida quase que em isolamento?

Às vezes sei o que consertar, como consertar, mas me falta tempo, até porque farei 34 anos agora em 2012. Nem sempre enxergarei meus erros e meus defeitos. Nem sei se aos 84 anos terei consertado 30% do que eu preciso sem ser julgado ao me expor.

Por essas e outras perco um pouco a esperança no ser humano. Não digo isso no sentido informal. Digo no sentido mais íntimo (amizade, namoro, casamento, parentesco, pais e filhos). As pessoas realmente querem isso? Estão preparadas para isso?

Não acho que estejam querendo ou que estejam preparadas. Talvez seja o vazio dentro delas que as faça ir atrás disso, mas quando o vazio é preenchido, elas se esquecem totalmente do porque terem feito isso. Famílias infelizes estão aí para mostrar isso. Amizades que mais machucam do que dão força também. Pais que parecem quererem ser tiranos idem.


Pelo menos eu estou cada dia pensando mais que talvez minha felicidade possa estar em outro lugar (ñ físico, ou outras pessoas ou outros tempos) e sim na satisfação profissional. Adoro o que estudo e o faço com muito gosto e sei que posso ser muito bom no que faço um dia. Apenas demanda tempo e mais esforço de minha parte.

Enfim, meio desabafo, meio espaço para pensarem, meio sem sentido. Espero que fiquem bem e até mais!