Depressoes e ironias
Um lugar para amigos, parentes, conhecidos ou alguém que queira saber mais sobre essa doença tão terrível que acomete tantas pessoas de todas as idades e níveis sociais.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Se expressar durante as crises
Eu errei nesse aspecto bem recentemente no meu último post, escrevi durante uma crise. Nessas horas se deixarmos a razão dá lugar as emoções e como é uma hora de crise, as emoções são muitas vezes negativas. Daí além de botarmos o que sentimos pra fora, nos magoamos e magoamos a outros e muitas vezes de forma desnecessária e gratuita mesmo.
Pelo menos eu tento me exigir o seguinte: quando estou em crise evito falar coisas que podem não ser necessárias, ainda mais se forem muito rígidas ou tomar certas atitudes. Eu consigo? Muitas vezes não e me arrependo quando tenho consciência do erro. Nem sempre é possível corrigir o erro mas temos que aprender a não fazer isso uma constante.
Por que evitar? Simples, ninguém suporta ser magoado ou atacado constantemente, ainda mais se for de forma injusta. Tem gente sim que merece umas porradas aqui e acolá, mas muitas vezes a própria vida trata de ensinar essas lições e se não estamos bem com a nossa razão, não nos cabe nesta hora decidir algo como isso. Fácil falar, difícil é realmente aprender esta lição!
Naquele dia estava em crise e ainda estou, mas melhorando, felizmente, por isso nem reescrevi nada e nem pesquisei sobre assuntos que os leitores daqui me pediram, estou me concentrando em minhas obrigações, mais exatamente para não falhar com elas.
Mas como falei, é algo que tenho treinado para não repetir mas ainda tenho falhado, espero que vocês possam ver através de meu erro se vocês tem falhado com isso também. Precisamos pensar seriamente a respeito e evitar agressões gratuitas. Fiquem bem.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Pedidos de desculpas
Não preciso dizer nenhum nome aqui, não irei expor nomes, mas tenho certeza que os que se sentiram ofendidos lá, reconheceram o ataque.
Desde sempre quis manter esse blog o menos pessoal possível, ontem falhei em fazer isso. Agi não estimulado pela depressão e sim pela emoção, mais exatamente a raiva e o rancor. Defeitos meus, já foram piores mas tenho tentado melhorar e pelo que vi ainda preciso melhorar bastante. Pedirei desculpas individualmente as pessoas envolvidas, mas aqui fica o pedido de desculpas geral.
Muito do que falei é errado e desvirtuei. Peço desculpas a todos. Em breve escreverei mais sobre, mas de forma mais sensata.
domingo, 13 de maio de 2012
Como acreditar em outros?
Para quem vê Big Bang Theory, às vezes me sinto meio Sheldom Cooper e às vezes meio Leonard. Ou penso com certo desdém certas convenções das pessoas ou tento me adaptar mesmo que eu não entenda nada do que tenho que fazer.
Tem coisas que não entendo, como por exemplo uma pessoa que diz que podemos sempre contar com ela sendo que quando realmente precisamos ela vira as costas ou até mesmo quando precisamos apenas de uma companhia para conversar cara a cara ela diz simplesmente que não pode, sem grandes explicações convenientes.
Ou até mesmo quando somos pequenos (crianças) e a pessoa que mais tem obrigação de nos defender é a que mais nos ofende ou nos ataca. E nos deixa marca para o resto de nossas vidas e sequer tem a decencia de assumir que o fez.
Ou quando uma pessoa que afirma nos amar exigir coisas que não são da gente. Ou mesmo dizendo que nos adora, tem muito carinho pela gente mas nos evita como se fôssemos desprezíveis do ponto de vista dela.
Cada coisa que falei não foi sobre uma pessoa em específico, foram várias pessoas. Em minha vida mesmo. Isso é complicado, diria que a cada tempo que se passa aprendo que nesse mundo eu dependo unico e exclusivamente de mim, como se ninguém estivesse disposto a tentar entender, aceitar ou até mesmo a ajudar. E cada dia me convenço mais e mais que isso é a mais pura verdade.
Já tive muitos problemas com relação a minha memória que foi prejudicada por muito tempo de tratamento e por muitos anos à toa sem estudar. Fiquei quase 10 anos sem estudar realmente, sai dessa fase mas a memória ruim ou a capacidade de me concentrar ainda ficam. Como explicar isso para alguém? Já que muitos sequer se interessam em entender?
Como explicar que não entendo certas convenções sociais apenas pelo simples fato que passei 50% de minha vida quase que em isolamento?
Às vezes sei o que consertar, como consertar, mas me falta tempo, até porque farei 34 anos agora em 2012. Nem sempre enxergarei meus erros e meus defeitos. Nem sei se aos 84 anos terei consertado 30% do que eu preciso sem ser julgado ao me expor.
Por essas e outras perco um pouco a esperança no ser humano. Não digo isso no sentido informal. Digo no sentido mais íntimo (amizade, namoro, casamento, parentesco, pais e filhos). As pessoas realmente querem isso? Estão preparadas para isso?
Não acho que estejam querendo ou que estejam preparadas. Talvez seja o vazio dentro delas que as faça ir atrás disso, mas quando o vazio é preenchido, elas se esquecem totalmente do porque terem feito isso. Famílias infelizes estão aí para mostrar isso. Amizades que mais machucam do que dão força também. Pais que parecem quererem ser tiranos idem.
Pelo menos eu estou cada dia pensando mais que talvez minha felicidade possa estar em outro lugar (ñ físico, ou outras pessoas ou outros tempos) e sim na satisfação profissional. Adoro o que estudo e o faço com muito gosto e sei que posso ser muito bom no que faço um dia. Apenas demanda tempo e mais esforço de minha parte.
Enfim, meio desabafo, meio espaço para pensarem, meio sem sentido. Espero que fiquem bem e até mais!
quarta-feira, 14 de março de 2012
Nerds e/ou depressivos (preconceito)
Antes de tudo:
O que nós (sim, meu povo, eu sou um também. Quando digo nós, não obrigatoriamente me refiro a quem lê, nerdice é nerdice e depressão é depressão) nerds temos em comum com os depressivos (vale lembrar que faço parte da segunda categoria também). Creio que algumas coisas em comum sim, por exemplo, o preconceito.
Para muitos nerd é o cara esquisito, anti-social, que estuda muito e só gosta de assuntos chatos e tediosos. Muitos nerds são assim, muitos não nerds também são assim. E onde está o problema? No preconceito.
Tem nerd bombado, gordo, feio, bonito, estranho, normalzinho. Tem depressivo bombado, gordo, feio, bonito, estranho, normalzinho. (Deus abençoe o criado do Control C Control V porque senão teria que escrever essa porra tudo de novo, mas se bem que essa reclamação dentro desses parênteses está sendo bem maior que o troço que eu fiz Control C Control V anteriormente mas de qualquer jeito, abençoado seja
). Por falar em tipos de pessoas, também há descolados bombado, gordo, feio, bonito, estranho, normalzinho e populares bombado, gordo, feio, bonito, estranho, normalzinho.
Há poucos dias atrás uma moça falou sobre um desconhecido meu na ausência dele: “Ei, tenha cuidado com ele, ele é doido, ele não é normal”. Ignorei como ela mereceu por um comentário assim mas fiquei sem saber do porque disso. Esse cara filosofa bastante, às vezes até viaja um pouco nas idéias mas para mim, até aí nada de anormal. Mas há pouco tempo soube que ele tem distimia. Quem tem isso tem problemas para concentração em certas coisas como ler, troca letras ao escrever. De problema mental a loucura, na cabeça das pessoas é um pulinho só!
Problemas cerebrais são muito estigmatizados, até mesmo muito obscuros para muitas pessoas. Há quem diga que epilepsia se transmite através da saliva! É como se depressão e as doenças cerebrais fossem a nova AIDS a nível de preconceito.
Quem tem AIDS ainda sofre muito preconceito, não vou dizer que não mas compare isso aos anos 80. Melhorou bastante, mas não o suficiente. Já depressão não. De doido vai para preguiçoso e estranho. Ainda há muito o que melhorar também.
E onde entra o nerd nisso? Nós que somos nerds também sofremos preconceitos, inclusive muitos de nós sofremos seja no passado ou no futuro de bullying. Imagino que no passado também foi pior, hoje parece que está virando cult ser nerd assim como também tem acontecido com os vegetarianos, o que também sou, mas por livre e espontanea pressão de meu estômago não aceitar bem a carne. Sim, querido leitor, você está certo. Tô fudido! Mas tô bem
.
Ao contrário do que se pensa muito, nerd tem bom humor, gosta de se divertir, não obrigatoriamente exagera nos estudos, pode ser sociável. A diferença de nós nerds para os não nerds são os gostos. Gostamos de tecnologia, games, filmes. De ver referências a coisas de nossa cultura nerd. Algo como “There is no cake!”, “Your bases are belong to us” (a frase é essa mesma), “Its-a-me, Mario!”, Star Wars, Senhor dos anéis, Star Trek (não curto muito isso), enfim, tudo que faz nosso dia-a-dia como pessoas que somos.
Depressivos carregam muitos julgamentos de quem não tem isso, vocês sabem muito bem quais são. Nós sentimos isso em nossos dias. Nós sabemos.
Solução para isso? Bom, conhecimento é poder, né? Acho que deixar que as pessoas saibam os porques, os comos e os quandos acerca da depressão é muito importante. Apesar de não termos um nome grande que possa expressar o quanto podemos ser geniais e/ou competentes, para nós depressivos fica difícil expor tão bem. Aliás, até temos, vários atores são depressivos, mas e como provar a quem não sabe? Complicado.
Já para nerds não precisa tanto esforço, procurem uma foto do Tio BIll (Bill Gates) quando era jovem e depois pesquisem a fortuna que ele conquistou ao longo dos anos. Homem mais rico do mundo não é coisa pouca não, rapaz!
Ao contrário de negros, não podemos usar de uma lei específica. Depressão e nerdice não fica exposto na cor da pele. Assim como os negros foram atrás para msotrar o grande valor que eles tem, também temos que fazer isso, não só podemos como também precisamos, não concordam?
Bom, não vou me estender demais para não se tornar cansativo. Mas antes de terminar gostaria de pedir o seguinte. Ao lerem este blog, não somente leiam, pensem também, reflitem. E por favor, não tomem o que escrevo como verdade absoluta jamais, temos que ter opiniões própias mesmo que de início sejam formadas a partir de uma outra opinião.
Negros, aidéticos, depressivos, nerds, pobres, feios, gordos, deficientes físicos. Todos nós fazemos parte da humanidade. Todos nós temos sentimentos, medos, desejos. Todo nós merecemos respeito. Fiquem bem, todos vocês.
Suicídio–Tiro com arma de fogo
Olá, pessoal. Mais uma vez falarei sobre suicídio e voltando ao foco antigo, do porque suicídio não é uma boa idéia.
Muita gente imagina que se matar com arma de fogo é certeza de morte. Eu diria que na grande maioria das vezes sim, é certeza mas esquecem do quão poderoso é o cérebro. Vocês lembram de Gerson Brenner? Eu lembro bem da época que ele levou um tiro na cabeça. Até procurei um site que falasse como aconteceu o assalto e aqui está: http://trolldnews.blogspot.com/2011/05/ator-da-globo-leva-tiro-na-cabeca.html
Para quem não lembra dele ou sequer sabe quem ele é pode imaginar que ele está morto e enterrado. Ele não está! Prestem atenção a um trecho deste site: “um deles disparou um tiro de uma pistola semi-automática que acertou a cabeça do ator. A bala entrou pela testa, próximo aos olhos, atravessou o lado esquerdo do cérebro e ficou alojada na altura da nuca.”.
Agora lhes pergunto. Que diferença faz um bandido atirar na cabeça de vocês ou um de vocês ou amigo ou parente de vocês apontando a arma para a cabeça deles? Muitos podem dizer que é a posição, mas pessoas tem alturas diferentes e sabemos que muitos bandidos são verdadeiros monstros e cruéis.
Da mesma forma que ele sobreviveu, o suicida também pode sobreviver! Para quem quer se matar e acha que isso foi a notícia ruim do dia, digo que isso foi a notícia boa. Se você passou por um momento de quase perder a vida e sobreviver, você saberá valorizar a vida que tem, por mais difícil que possa ser.
Na verdade a notícia ruim vem é agora! Aqui vai um segundo link: http://www.deficienteciente.com.br/2011/07/o-atual-estado-de-saude-do-ator-gerson-brenner.html
Eu gostaria que vocês dedicassem mesmo um tempo para ler e pensar sobre esses links. A razão de eu escrever tudo isso concentrado neste blog é para evitar que as pessoas que não se interessem em sua melhora não seja obrigado a olhar, a real razão do blog é poder ajudar as pessoas que querem sim lutar, verem um rumo em suas vidas.
Como visto nos links, mesmo que seja raro, é possível sobreviver depois de um tiro na cabeça. E como vocês viram, apesar de ter sobrevivido, ele teve sofrimentos depois. Não estou aqui pra julgar a esposa, família dele ou a rede globo. Mas o que posso falar sem medo de julgar é que ele deve ter sofrido com a perda da esposa, com a perda da filha (as duas, provavelmente em decorrencia do que houve depois do acidente) e sem contar com as limitações!
Agora vamos usar um pouco de imaginação, ok? Para e pense sobre a vida de vocês.
Acharam ruim? Complicada? Agora pensem como seria ela com vocês carregando o estigma de suicida, lado direito do corpo paralisado, sem poder falar e sem andar. Muito mais complicada, não? Como dizem, nada está tão ruim que não possa piorar. Por incrível que pareça esta frase é de um otimismo tão grande! Você pode estar na merda, mas mesmo assim ainda ter uma certa tranquilidade ou qualidade de vida.
Outra coisa que gostaria de dizer, o cérebro consegue fazer com que certas partes dele assuma funções de outras áreas que estão comprometidas. Aqui vai um link caso queiram saber mais sobre: http://www.istoe.com.br/reportagens/12560_A+VIDA+SEM+PARTE+DO+CEREBRO
Viver depois de um tiro na cabeça é possível sim, Gerson Brenner é a prova viva e com excelência de que isso é possível, mas tem sequelas! Daí fica a pergunta para quem quer tentar: vale a pena arriscar?
Espero que isso possa ser de alguma ajuda, abraços e que todos fiquem bem ![]()
domingo, 15 de janeiro de 2012
Um breve texto sobre suicídio
Bem, prometi escrever mais sobre suicídio, o primeiro texto me fez repensar, na verdade não os textos, mas os comentários. Um deles dizendo que ajudou a salvar uma pessoa. Isso me fez muito bem também.
Dessa vez não falarei sobre métodos de se matar que falham, ainda não estou preparado psicologicamente para escrever a sério sobre isso. Escreverei um pequeno texto sobre isso, aliás, texto pequeno é testículo? ![]()
Antes de tudo, tirar os mitos sobre isso.
Quem avisa tenta sim se matar. Desculpa quem discorda, caso queira pode até postar sua opinião nos comentários que eu aceitarei sem problemas desde que sejam de forma respeitosa, ok? Já vi e ouvi falar de muita gente que avisou que iria fazer isso e realmente o fez! Não posso provar agora e nem tenho como, infelizmente só tenho a minha palavra pra falar sobre esse mito.
Muitas vezes quem diz que quer se matar está apenas querendo chamar a atenção. Isso é verdade, mas é diferente chamar a atenção pendurando uma melancia no pescoço e dançar a boquinha na garrafa no vaticano e ameaçar um suicídio. Quando se chama atenção assim muitas vezes, não estou dizendo todas e sim muitas vezes, é porque está pedindo socorro mas não sabe dizer, não consegue por em palavras por já estar com a mente muito perturbada com as dores que a depressão trás.
Quando se tenta se matar, nem sempre consegue. Já escrevi um antes sobre chumbinho e mostrei lá que além de ser ilegal, pode dar errado e trazer muitas sequelas. Futuramente falarei mais sobre os métodos, apenas preciso me sentir mais preparado psicologicamente para escrever sobre um assunto tão pesado para mim.
Há outras questões que nem chamarei de mitos, porque vai da fé de cada um. Para uns suicídio é salvação, para outros, uma maldição, principalmente religiosos. Não sei se a pessoa que se mata vai pro céu, inferno, valhala, limbo, se vai para um lugar com mil virgens para ele (ops, esse só vale para homens-bombas, se você pretende ser um homem-bomba, ignore esse meu post mas se você pretende explodir George W. Bush, vai na fé, meu irmão!!! Mas leve só ele, pelo amor de Deus!!!). Como saber para onde irá? Se matando. Mas isso vale a pena?
Parem para pensar, quando você se mata, você encerra as suas chances de melhoras. Se você REALMENTE corre atrás de sua melhora, vc pode mudar sua vida. Quando digo realmente, não quero dizer ficar atrás do computador reclamando, digo agindo mesmo.
Dizem também que se matar é um ato de coragem. Discordo, assim está desistindo de lutar. Está se acovardando, fugindo da luta para sua melhora. Como poderá ser feliz se está desistindo? Como falei, ninguém sabe para onde se vai depois que morre e nem dá para ter certeza absoluta, somente a fé que a pessoa tem de que vai para o céu, inferno, limbo ou de que não há nada.
Penso que se é para desistir, que pelo menos não se tome uma medida tão drástica como essa. Até porque na morte, sempre fica a dor dos vivos. Tenho um parente que cometeu suicídio, ainda penso bastante nela pois era uma pessoa muito importante para mim. Por mais tempo que tenha se passado, ainda dói. Às vezes fico a pensar que se ela estivesse viva hoje, ela estaria melhor?
E os leitores que pretendem fazer isso? Pensam na dor que deixará nos vivos? Pensam nas alegrias que deixarao de viver? Pensam se haverá algo depois disso e se será agradável a vocês? Pensam se realmente conseguirao? Muitas perguntas que eu gostaria que vocês fizessem sempre.
A cada dia uma pequena vitória, não exija nada além disso de vocês. Exigir demais de si é tão cruel que vocês não conseguem imaginar. Boa sorte a todos!
Mr. Monk and the depression
Tem uma série muito interessante chamada Monk. É sobre um detetive que sofre de TOC, doença essa que muitos de nós que temos depressão possuímos também.
Ele sofre muito com a morte da esposa, de acordo com fontes confiáveis (leia-se minha esposa que também assiste Monk), ela foi morta como retaliação a ele e esse é o único caso que ele não solucionou. Para um detetive muito bom, isso deve ser muito angustiante, resolver todos os casos, menos o mais importante para a vida dele. Ele não somente sofre com a não solução do caso da morte da esposa, mas claro, também com a morte dela pois eles se amavam muito e como ele tinha TOC desde antes da morte dele, ela deveria ser um porto seguro para ele!
Muitos de nós precisamos de um porto seguro. Não se iludam imaginando que será namorado, namorada, esposo, esposa. Pode ser que seja, mas pode ser que seu porto seguro seja em outra pessoa. Pai, mãe, amigos, avós, vizinhos ou até mesmo bichos. Sim, bichos! Não subestimem a companhia de animais para pessoas depressivas!
Depois da morte da esposa de Monk, seu porto seguro se tornou sua enfermeira. TOC nas alturas, Roberto Carlos é principiante perto dele, e sem contar as fobias de Monk. Manias de limpeza também, enfim, muita coisa que atormenta ele.
Apesar do toque comédia no seriado, ele sofre com isso. Vi um episódio hoje em que ele dizia ao psicólogo/psiquiatra/psicoterapeuta/seja lá quem diabos aquele cara é, que queria ser um cara normal, apesar de ser um gênio na área não queria tanto TOC, fobias, neuras.
Daí o doutor recomenda a ele um remédio, não sei o nome dele mas muitos conhecem como pílula da felicidade e Monk se nega a tomar com medo de afetar seu cérebro.
Sim, é fato que afetam, até porque depressão, TOC e fobias estão no cérebro e não na bunda, ne?
Graças a Deus, porque se fosse a gente usaria supositórios diários ao invés de comprimidos!!!!!![]()
Bom, talvez o medo dele seja o efeito zumbi que os remédios têm.![]()
Sophia antes da zumbificação
Braaaaainssss, rivotriiiiilllll, fluoxetinaaaaaaa, seroqueeeeeeellll, serotoninaaaaaaaaa……
Tenso! ![]()
Bom, isso é o que assusta muitos depressivos,
a zumbificação!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não precisa temer, ó depressivos do nosso Brasil varonil. Esse efeito acontece muito quando o remédio não é adequado ou quando a dose está alta. Muitas vezes é preciso sim uma dose alta, depressão tem vários graus, do mais leve ao mais alto grau, quando a pessoa é zumbizada por si só! Então de zumbizado para zumbizado qual é a diferença?
Não sei se Monk melhorou com a medicação, não vi o episódio todo. Mas muitos com depressão melhoram, tem uma melhor qualidade de vida. Pergunto a vocês, como conseguir uma vida normal se não conseguem sequer sair da cama?
Tomo remédios a anos, mas não me sinto zumbificado. Tenho um dia produtivo, consigo dormir e acordar razoavelmente bem, mantenho bem meu humor (tanto o bom quanto o mau
) e ainda tomo os remédios que tenho que tomar. Bom, o que perdi? Perdi tempo com remédios errados, mas foi por causa de médicos errados ou que não conseguiram descobrir o melhor remédio. É normal. É como encontrar o verdadeiro amor, só que neste caso você verá só uma vez no mês, conversará 30 minutinhos e vai embora sem direito a beijinho na boca. Mas se quiser o beijinho converse com o médico, sei lá, vai que role uma químicazinha e começa uma grande história de amor, bem bizarra mas eh uma história de amor, oras!
Com remédio zumbificação temporária, sem remédio você vira praticamente um zumbi. Só dorme, come e afoga as mágoas em postagens usando fake no orkut. Se medicar é importante, assim como também exercícios físicos, se socializar, superar suas dificuldades, criar metas para si.
É difícil vencer essa doença, mesmo depois de 16 anos ainda luto contra ela mas com a diferença que há 16 anos atrás eu seria facilmente confundindo com um dos zumbis de The Walking Dead.
Bem, antes de recusarem tratamento, pensem nos prós e contras e não digam apenas que não querem. Se é viver que nós queremos, algo temos que fazer para que isso seja conseguido. Boa sorte a todos!


